quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Candidatos defendem experiência para o cargo de ministro do TCU
Uma votação simples poderá confirmar hoje a deputada federal Ana Arraes (PSB-PE) como a primeira mulher a assumir uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU) desde a redemocratização do Brasil - antes dela, Élvia Castelo Branco ocupou uma vaga no período da ditadura militar (1964-1985). A parlamentar pernambucana figura como favorita na corrida eleitoral na Câmara Federal. Ela e outros seis candidatos - entre eles os deputados Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Átila Lins (PMDB-AM) - participaram da sabatina realizada ontem na Comissão de Finanças e Tributação da casa.
As promessas de uma relação mais próxima com o Congresso marcaram os discursos dos candidatos à vaga. Durante a sabatina, os pretendentes ao cargo defenderam, entre outras coisas, uma ação mais pedagógica do que punitiva no tribunal. Aprovados ontem pelos deputados, eles enfrentarão uma eleição apertada na manhã de hoje para tentar ocupar o posto.
A votação será secreta. Com a regra da maioria simples, um voto de diferença pode determinar a vitória. Durante a sessão, o deputado Sérgio Brito (PSC-BA) retirou a candidatura. A expectativa é de que os votos de seu partido sejam direcionados para Ana Arraes. Nesse cenário, travam uma disputa particular a deputada e Aldo Rebelo (PCdoB-SP) — com favoritismo para a parlamentar pernambucana.
“Vou para o TCU porque acredito na política. Eu sei que a política é a arte que pode gerar mudanças”, disse ontem Ana Arraes, na sabatina realizada na Câmara. Ela conta com o filho, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como principal arma para conquistar votos. “É o presidente do meu partido, é natural que me apoie”, afirma Ana.
O vice-governador de Pernambuco, João Lyra, o secretário da Casa Civil do estado, Tadeu Alencar, e até o prefeito de São Lourenço da Mata (PE), Ettore Labanca (PSB), acompanharam ontem a sessão em Brasília. O grupo foi fortalecido, ainda, pelos deputados estaduais Waldemar Borges (PSB), Diogo Moraes, Guilherme Uchoa (PDT), João Fernando Coutinho (PSB) e Clodoaldo Magalhães (PTB).
Candidato pelo PMDB, o deputado Átila Lins (AM) é o elemento que promete tirar da disputa a polaridade entre Aldo e Ana. Lins apostou em um discurso de aproximação com o Congresso para conquistar votos. “O TCU precisa de uma ação mais pedagógica e menos punitiva. Só assim será capaz de tornar as gestões públicas mais eficientes”, pregou o peemedebista.
Caso Ana Arraes seja escolhida, subirá para três o número de ministros pernambucanos no TCU. Os outros são José Múcio e José Jorge. O órgão auxiliar do Congresso Nacional é composto por nove ministros, com mandatos vitalícios. Seis são escolhidos pelo Congresso, com iniciativas alternadas entre Câmara e Senado; e três são indicados pelo Presidente da República e aprovados pelo Senado.
Saiba mais
Os favoritos
Ana Arraes (PSB-PE)
Considerada a favorita na disputa. Conta com padrinhos fortes
como Eduardo Campos (PSB) e o ex-presidente Lula (PT)
Aldo Rebelo (PCdoB-SP)
Perdeu o posto de favorito durante a disputa, mas é listado entre os mais fortes.
Tem o apoio da bancada ruralista
Átila Lins (PMDB-AM)
Tenta contabilizar os votos do PMDB, a segunda maior bancada da Câmara, com 80 deputados. Acredita que pode surpreender
Os azarões
Damião Feliciano (PDT-PB)
Milton Monti (PR-SP)
Vilson Covatti (PP-RS)
Rosendo Severo (não é político)
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