HypeScience, site que apresenta
conteúdo científico voltado para a saúde e outras áreas de estudo,
trouxe um artigo que mostrou definitivamente que as bactérias
probióticas fazem um bem muito grande à nossa saúde. Segundo a matéria,
cientistas descobriram recentemente uma ligação entre estas bactérias e a
depressão no cérebro de ratos.
A
descoberta pode motivar o desenvolvimento de novas maneiras de
controlar a depressão, a ansiedade e outros distúrbios psicológicos.
Apesar dos ratos servirem bem como modelos para a compreensão de
aspectos do cérebro humano, os pesquisadores lembram que os resultados
precisam ser replicados antes de qualquer sentença definitiva a
respeito.
Entretanto,
o resultado é importante porque dá força aos indícios de que as
bactérias presentes no nosso intestino estão diretamente ligadas ao
nosso bom humor, mantendo uma ligação com o funcionamento do nosso
cérebro. A suspeita se fortalece cada vez mais, já que muitos dos
distúrbios intestinais podem estar ligados ao estresse ou a transtornos
psiquiátricos, como ansiedade e depressão.
No
novo experimento, os cientistas testaram ratos, alimentando-os com um
caldo contendo uma espécie de bactéria que vive naturalmente em nosso
intestino. A partir disso, os cientistas estão explorando se esta
bactéria pode ser usada como “probióticos” para melhorar a nossa saúde.
Eles
descobriram que os roedores com a bactéria apresentaram comportamento
menos relacionado com estresse, ansiedade e depressão do que os ratos
alimentados com caldos simples. Eles também apresentaram níveis
significativamente mais baixos do hormônio do estresse, a
corticosterona, em resposta a situações estressantes como labirintos.
O
neurocientista John Cryan garante que isso abre possibilidade para
desenvolver terapias que tratam transtornos psiquiátricos visando o
intestino. Isso seria bem interessante, não? Substituir um
antidepressivo – que, em muitos casos, trazem uma série de efeitos
adversos durante o uso prolongado – por um iogurte enriquecido com uma
“bactéria do bem”.
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